

Izertis destaca o SEPE como um exemplo de evolução e resiliência na cibersegurança pública
Cinco anos após o incidente ocorrido em março de 2021, o Serviço Público de Emprego Estatal (SEPE), em Espanha, atingiu um elevado nível de maturidade em matéria de cibersegurança. Essa evolução foi apresentada na TIC Ciber 2026, realizada no passado dia 11 de junho nas instalações do Instituto Nacional de Administração Pública (INAP), numa sessão em que a Izertis e o próprio organismo partilharam os principais aspetos de um processo marcado pela recuperação, pela melhoria contínua e pela colaboração público-privada.
O objetivo do encontro era estabelecer contacto com os principais responsáveis pela cibersegurança pública. Nesse contexto, a Izertis apresentou um caso de sucesso centrado na transformação do SEPE na sequência de um incidente que ocorreu num momento especialmente complexo: em plena pandemia e com o organismo a desempenhar um papel crítico na gestão dos ERTE.
A Izertis já trabalha, sob a supervisão do CCN, em áreas relacionadas com o governo
A situação exigia, além de uma resposta técnica de grande envergadura, a máxima coordenação, bem como continuidade e capacidade para gerir uma situação de grande pressão.
A partir de uma análise retrospetiva das ações desenvolvidas tanto na fase de recuperação como nas etapas posteriores, a Izertis demonstrou como aquele ponto de viragem deu início a um processo sustentado de reforço das capacidades de cibersegurança da entidade.
Sob a direção do Centro Criptológico Nacional (CCN) e através de um modelo de serviço contínuo, o SEPE tem vindo a evoluir nos seus processos de avaliação da segurança. Essa evolução permitiu-lhe avançar desde análises iniciais até a ações mais sofisticadas, incluindo testes ofensivos realizados na perspetiva do atacante.
O objetivo desta abordagem é claro: conhecer melhor as possíveis vulnerabilidades, antecipar riscos e reforçar a resiliência dos sistemas antes que uma ameaça se concretize. Não se trata apenas de recuperar a normalidade após um incidente, mas sim de construir um modelo mais sólido, mais preparado e mais adaptável a um ambiente de ameaças em constante mudança.
Trata-se de construir um modelo mais sólido, mais preparado e mais adaptável
Durante a intervenção, ficou claro que um dos principais aspetos da cibersegurança é entendê-la como um processo contínuo, que exige revisão constante, e não como um objetivo fixo.
É também necessário evitar a complacência, especialmente em organismos públicos que prestam serviços essenciais aos cidadãos.
A sessão foi encerrada com a participação de Angelines Turón, subdiretora-geral de TIC do SEPE, que expressou o seu agradecimento pelo esforço conjunto realizado pelo pessoal do organismo e por entidades como o CCN e a Izertis. Na sua intervenção, destacou o trabalho desenvolvido para resolver uma situação especialmente complexa e valorizou a notável melhoria alcançada nestes últimos anos.
O caso do SEPE mostra como uma crise pode transformar-se numa oportunidade para elevar o nível de proteção, consolidar novas capacidades e avançar rumo a uma cultura de cibersegurança mais madura. Sempre partindo do princípio de que a proteção dos serviços públicos requer continuidade, colaboração e antecipação.
A proteção dos serviços públicos exige continuidade, colaboração e antecipação
Nessa linha, a Izertis já está a trabalhar, sob a supervisão do CCN, em novas áreas relacionadas com a gestão e a adoção segura da inteligência artificial no âmbito do SEPE.
Mais um passo numa estratégia que vai além da recuperação e que posiciona a cibersegurança como um elemento estrutural para a transformação segura das administrações públicas.
Com este projeto, a Izertis reforça o seu posicionamento como parceiro estratégico em cibersegurança para o setor público, especialmente em ambientes onde a confiança, a resiliência e a capacidade de resposta são condições indispensáveis.